Amerika-yū: vivendo a ocupação americana

唐の世から大和の世 大和の世からアメリカ世 ひるまさ変わたるこの沖縄

too nu yuu kara yamatu nu yuu – da China para o Japão

yamatu nu yuu kara amerika yuu – do Japão para os Estados Unidos

hirumasa kawataru kunu ‘uchinaa – estranho como muda essa Okinawa

A música “Jidai no Nagare” do ilustre músico Rinsho Kadekaru resume uma das características da história de Okinawa: passar de mão em mão, de um domínio a outro, de um “mundo” a outro.

Logo depois da Segunda Guerra Mundial, Okinawa viveu no “Amerika-yū” durante 27 anos (1945 a 1972), ou seja – tornou-se parte do domínio norte-americano. “Yū” (uchinaaguchi) é representado pelo ideograma 世(“yo”, em japonês), que significa mundo, sociedade. Okinawa, não somente era governada como também conviveu de perto com um “mundo americano”, tomando um caminho totalmente diferente daquele seguido pela ilha principal do Japão.

A moeda, por exemplo, mudou várias vezes. Logo depois da guerra, num estado de extrema pobreza e escassez, foi instaurado o sistema de racionamento (distribuição gratuita de rações e roupas), não sendo utilizada a moeda. Então, voltou a ser utilizado o mesmo yen japonês de antes da guerra. Depois, o exército norte-americano criou o B yen. E, finalmente, em 1958 o dólar americano passou a ser a moeda oficial.

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Notas de B yen

 

Nessa época, com a economia girando em torno do dólar, Okinawa foi invadida por produtos estrangeiros, tornando-se um “mundo americano”: chocolates, doces, bebidas alcoólicas, relógios, canetas-tinteiro, isqueiros… Tudo isso estava ao alcance nas lojas que se enfileiravam na conhecida avenida Kokusai-dōri (Naha). Uma pessoa que veio do Japão relatou: “Okinawa é o paraíso das bebidas, paraíso das compras”, pois na ilha principal o dólar era muito valioso e dificilmente se adquiria produtos de fora.

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Rua de Koza, 1962

Em relação à política, o poder se concentrava com os norte-americanos. Se fosse necessário algum terreno para a construção de uma base militar, bastava promulgar um decreto ou proclamação para expulsar facilmente os donos da terra. Várias bases foram construídas dessa forma.

Por outro lado, os norte-americanos, através da USCAR (United States Civil Administration of the Ryukyu Islands – ou seja, o governo de Okinawa), promoveram políticas para a assistência social e para o desenvolvimento da indústria, além de obras de infraestrutura e a Universidade de Ryukyu, que existe até hoje.

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Posto de gasolina – Koza, 1961

Entretanto, devido ao poder autoritário dos EUA, principalmente em relação à questão das bases militares, no fim os okinawanos decidiram voltar ao Yamato-nu-yū – ou seja, a reversão do Japão, que muitos desejavam desde o fim da guerra. A reversão só foi concretizada em 15 de maio de 1972. Porém, o que os okinawanos mais desejavam – a saída das bases – não aconteceu. E hoje, ainda é possível encontrar na cultura e paisagem de Okinawa as influências da China, Japão e Estados Unidos.

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Manifestação pela reversão ao Japão – Naha, 1961
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Base militar de Futenma atualmente
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Protesto contra a construção da base militar em Henoko
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Loja na cidade de Ginowan que existe desde 1964

Fonte:

『復帰前へようこそ―おきなわ懐かし写真館』 海野文彦 新星出版

『復帰後世代に伝えたい「アメリカ世」に沖縄が経験したこと』 池間 一武 琉球プロジェクト


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Comentários

Uma resposta a “Amerika-yū: vivendo a ocupação americana”

  1. […] terrestre no Japão, causando a morte de cerca de 1/3 da população da província. A era do pós-guerra começou nos campos de concentração (campos de refugiados) aos cuidados do exército dos EUA, que […]

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